Histórias do Reenactment: Um brasileiro no Festival Viking Wolin-Polônia

Gente, hoje o texto será um pouco diferente… Não irei falar sobre algo da Era Viking, ou algum achado… não… Mas ainda sim, esse texto não foge ao tema Recriacionismo (na verdade, é o que mais aborda o assunto…). Falarei hoje de como foi minha experiência no Wolin, possivelmente, o primeiro brasileiro à participar acampando.

26 anos atrás a primeira edição de um evento que se tornaria símbolo do recriacionismo viking acontecia… Wolin, na Polônia. Até onde os locais me falaram, só há um evento maior que esse no que diz respeito ao Reenactment da Era Viking, não lembro o nome, mas acontece de 10 em 10 anos.

 

No ano passado mais de 2500 pessoas acamparam no museu. O local fica no norte da Polônia, na fronteira com a Alemanha, um local perfeito porque fica no centro do “coração viking” da Europa: Escandinávia, Inglaterra, Polônia, Alemanha, Ucrânia. E países como Rússia e Espanha estão também à uma distância aceitável. Mas isso não é a única coisa que torna o local ideal… A ilha foi um sítio arqueológico, havia, de verdade, um forte circular erguido por nórdicos. Hoje o museu reconstruiu o forte, a sede do evento, sempre na primeira ou segunda semana de Agosto.

Localização da Ilha de Wolin

 

Há uma louca história de como eu fui para no evento, até onde o pessoal que conheci disse, fui o primeiro brasileiro a participar como reenactor.
Eu já estava indo para a Polônia no período de Julho para estudar língua polonesa numa escola de verão em Siedlce, como já treinava combate viking, o Lucas Cardoso e a Luana Azevedo me contaram desse grande evento, e para aproveitar que estaria lá, daria uma rápida passada para ir visitar. Certo dia recebi uma mensagem do Lucas que um grande amigo dele iria ao Wolin, e que tinha uma vaga, pois um dos membros do grupo dele não pôde ir. Foi então que conheci Branko MacMillan, um chileno, líder do grupo de Reenctment Viking Fimbultyr, umas das pessoas mais impressionantes que tive a oportunidade de conhecer.

Simbolo do grupo chileno

 


Logo na sequência começou a correria… eu não tinha nada, só uma espada de nylon, e estava cadastrado como reenactor! Precisava de uma roupa! Mas ainda bem que é para isso que servem os amigos! Em uma semana, com a ajuda do pessoal, meu primeiro kit foi montado… Simples… sim, mas ainda sim, permitiu uma das maiores experiências da minha vida.

Meu primeiro kit viking

Hoje olho para ele e a reação é muito boa… por um lado lembro o que presenciei com ele, e por outro, o quanto evoluí em apenas um ano, esse kit foi uma mistura de tudo… Sapatos ingleses, calças Rus, Winningas e túnica suecas, capuz norueguês..

Talvez a maior dificuldade tenha sido o escudo do Fimbultyr, e eu precisava dele para lutar… Meu daltonismo fez com que eu voltasse à loja de tinta 3 vezes, até achar que estava bom. (Quando vi o escudo deles pessoalmente, o meu estava completamente errado!).

 

Bom… Mas apesar da correria (que pegou bem na época das provas finais da faculdade!) eu estava pronto! E carreguei aquele escudo nas minhas costas por mais de um mês, até o dia do evento.

Mas Gabriel… você não ia falar de como foi o  Wolin para você?? Está falando da sua viagem só! Sim… isso é para mostrar como o evento começou muito antes para mim! E eu ainda não cheguei ao Wolin! Mas irei dar um fast travel para não ficar muito chato.

Eu e o pessoal do Fimbultyr haviamos combinado de nos encontrar no Aeroporto de Berlin, 2hrs de Wolin. E assim foi… Como era o único que falava polonês do grupo, foi eu quem fiz os corres das passagens e tudo. Eles chegaram em voôs diferentes, o primeiro na parte da manhã, o último no fim da tarde. E logo depois descobrimos que Berlim fica à duas horas do Wolin de carro, pois de trem… Foram algumas horas na tensão, com medo de perder a estação!

CHILEAN COMMANDO! No último plano da esq para a dir. Jonathan Gutiérrez; Branko MacMillan; Michael Caralps. Plano médio da esq para a dor. Ignácia Paris; Josefina Escobar; Santiago de Aguirre; Coty Sandoval. Plano próximo, eu.

Chegando em Wolin Pomorski, a estação de trem, já tinhámos traçado a rota até o evento, era simples, mas foi cansativo… muita bagagem!

Era quase meia noite quando chegamos. O Branko disse que era por ali, e fomos seguindo uma trilha, quando chegamos no portão, surpresa! Trancado! Sorte nossa que os russos (ficamos sabendo a nacionalidade depois) que estavam acampando do lado do portão escutaram o auê e vieram nos ajudar. Notem que eu disse ajudar, não abrir o portão! Passamos todas as nossas bagagens por cima do portão e estávamos começando a começando a pular.

No meio da nossa invasão, escutamos muitas vozes vindo das nossas costas, cantando a plenos pulmões, bêbados. Eram uns 10 poloneses que estavam bebendo na cidade. Todos paramos, guarda alta. Até que eles passam por nós, e um deles vê o Branko. TODOS COMEÇAM A BRAVEJAR: BRANKO! BRANKO! BRANKO! BRANKO!. E tentaram levantar ele no ar! Todos nos olhamos, naquele momento sentimos que as histórias do Branko não eram invenção, e que o Wolin seria tudo aquilo que ele tinha prometido. Aquele era o pessoal do Svantevit, o grupo polonês que iria nos acolher.

Banner do Svantevit.

 

Enquanto a presença do Branko era festejada, a chave do portão chegou, e todos entramos, fomos guiados então até a nossa barraca, o cansaço, a felicidade, e o choque, fez aquele trajeto parecer que durou 10 minutos.

Chegando na barraca mais alta do evento, a tenda de convivência do Svantevit, os meus amigos do Chile logo aprenderam que polaco não bebe água. Bom… conhecemos um pouco do pessoal, mas a noite foi curta, estávamos todos completamente exaustos. O evento começaria no dia seguinte!

Tentei manter a ordem cronológica até aqui… mas depois da nossa chegada, não vejo sentido em mantê-la, então o texto daqui para a frente será de pequenos momentos que me marcaram, até porque não os lembro mais na ordem cronológica.

 

Cedo da manhã eu já estava de pé, a ansiedade era muita! Coloquei logo minha roupa e sai. Para a minha surpresa, o café já estava pronto! O pessoal do estava muito curioso conosco… éramos estranhos, e eu, o estranho dentro do grupo de estranhos, aliás, era o estranho dentro do grupo de estranho que estranhamente falava a estranha língua polonesa! O choque nas caras eram evidentes, e por isso a conversa fluiu tão rapidamente quanto meu polonês permitiu, essa era a primeira vez que eu realmente colocava ele em prática, não estava mais conversando com alunos e professores, agora era real!

Ajudamos no que precisavam, afinal, o acampamento não estava pronto ainda, os dois primeiros dias de evento são para organizar o acampamento, então a vestimenta ainda não é obrigatória. E como as lojinhas ainda não estavam abertas, o meu primeiro dia se resumiu à conversar (com os poloneses e chilenos, afinal, não conhecia bem ninguém!), rir e comer, cada pessoa incrível naquele grupo… estaria mentindo se falasse que meus olhos não estão suando enquanto digito isso. Foi logo nesse primeiro dia que o líder do Svantevit, Sławomir Górny, uma pessoa que o meu conhecimento em língua portuguesa não tem palavras para descrever como merece… Uma calma e serenidade, acompanhada de curiosidade e fascínio, por mais que fosse eleito o rei do evento, um homem simples, sem extravagâncias.

Dei uma caminhada mais no fim da tarde pelo evento, e uma das coisas que me chamou muita a atenção foram as famílias… muitas famílias: vós, vôs, filhos e filhas, netos e netas, tios e tias. Famílias inteiras acampando juntas, com crianças de colo, acampando como família, não como grupo. Logo ficou claro para mim a diferença entre o reenactment real, que os europeus praticam à anos, e o neonato brasileiro (acho que nem a palavra reenactment deve ser usada no nosso caso…). Foi ali que vi que percebi… reenactment não é se juntar em um dia da semana para treinar, não é comprar um sapato e uma túnica, isso é… sei lá… só sei que não é um estilo de vida, porque isso é o que é ser reenactor na Europa. Não estou falando que o que o brasileiro faz está errado… não! Mas não podemos comparar um feto à um adulto formado certo?

Cara… que incrível! No meu primeiro dia eu já tinha a resposta de uma dúvida que eu nem sabia ter! Eu não fazia nada até aquele momento, só tinha minha roupa, mas já tinha um norte.

 

Oficialmente o evento começou no 3o dia, e, com ele, as lutas, as tão famosas paredes de escudo do Wolin, com mais de 350 guerreiros para cada lado. Mas antes, a feira estava aberta! Recebi minha medalha de reenactor, que me marcava como participante, me concedia entrada à qualquer momento na vila e também comida (importante!). Um pedaço de latão marcado… não sou de usar jóias, artefatos, nada. Mas hoje uso um colar, que, no lado esquerdo do peito, fica pendurada minha medalha do Wolin… constantemente me pego brincando com ela durante as aulas. Enfim… voltando à história! A feira estava aberta! Hora de comprar, precisava de um elmo, uma espada e duas braçadeiras para lutar. Passeei por todo aquele lugar, procurando o equipamento mais em conta, e fascinado com tudo… parava para olhar tudo de boca aberta… (fotos mais gerais estarão no final desse post!).

Minha medalha do Wolin na luz da lamparina à óleo.

 

Logo antes de começar a grande luta, consegui comprar meu equipamento de luta, mas precisava comer ainda! Entrei então na fila da comida, saí com um pote de trigo e sopa, sentei na amurada e fiquei olhando, contemplando aquele lugar mágico…

De fato não sei o que tinha na comida, só sei que se fosse pedra com atum eu comeria e acharia gostoso, qualquer coisa fica gosta naquele lugar!

Enquanto eu estava sentado na muralha, vi o Slawomir com sua esposa Birna e a filha pequena Mila. Eles estavam andando por meio das barracas, rindo, felizes, e a Mila correndo à frente, girando e passando pelo meio do pessoal, mais feliz impossível! Aquela visão aumento o sorriso em meu rosto, e quando lembro do Wolin, lembro daquela imagem antes de qualquer outra…

Grupo Fimbultyr, Birna (lado esquerdo no fundo) e Slawomir (do lado dela) do Svantevit, e eu.

 

No caminho para me arrumar, encontrei o Santiago conversando com um cara, ele me apresentou David Stříbrný, o cara que para mim hoje é referência… um arqueólogo checo, comentei com ele que lutaria com a minha túnica de linho, ele se espantou, e disse que iria morrer, até me ofereceu sua túnica de combate (ele não iria lutar, seria juíz), mas como não sabia se encontraria ele denovo, corri e comprei a primeira túnica de lã que me serviu.

Me arrumei então, estava na hora da luta… sim… eu estava prestes à entrar numa parede de escudos, não essas com 4,5,6 pessoas, uma com 700! Eu não sabia o que estava fazendo, mas estava animado, e era isso que importava! No entanto, quando comecei à marchar em direção ao campo, o estômago esvaziou em um segundo, senti dor de barriga, ânsia de vômito, e claro, lutei contra a natureza… eu estava com medo, muito medo, porque quando o ânimo deu uma brecha, a ideia de que eu podia morrer tomou conta dos meus instintos. Isso e um tambor tão grande que quatro pessoas precisavam tocar fizeram com que eu perdesse o controle do meu corpo… Não podia mais recuar, e tinha que dar um jeito de sair vivo, o coração batia no ritmo das batidas, meus passos eram dados involuntariamente… O mundo era só aquele tambor e uma sensação de medo… nada mais existia. Eu nunca tinha sentido medo de lutar, sempre foi uma brincadeira… mas aquilo não… aquilo era sério, não era brincadeira de domingo… Bom… mas mesmo sem controlar meu corpo, cheguei lá!

Estava lutando de escudeiro, ou seja, minha função era deixar o lanceiro vivo, só isso. Morri relativamente rápido no primeiro dia de luta, afinal, não sabia de nada! Mas descobri que estar “morto” no Wolin é tão divertido quanto! Você tem que ficar no chão, e as pessoas lutam em cima de você, sem dó. Eu só tinha visão dos pés do pessoal, estava escondido embaixo do meu escudo, numa cena que deve parecer muito com aquela cena do 300, quando os espartanos estão rindo, cobertos por escudos enquanto as flechas taparam o sol… eu estava rindo, me divertindo, o medo havia passado.

Houve alguns momentos marcantes na luta. No primeiro dia, quando quebramos a parede inimiga, e o caos tomou conta, senti um golpe na minha cabeça, na parte de trás, cai no chão, e quando olhei para trás, o rapaz que eu defendi o round todo havia me matado no fogo amigo. A lasca que ele tirou do meu elmo ainda me lembra disso. Outra imagem que também nunca vou esquecer foi o cara que recebeu o apelido de “O Pescador”, enquanto eu estava na reserva, esperando alguém morrer para ir tapar o buraco, um dos meus aliados que estava com machado dinamarquês recolhia as armas e escudos dos inimigos, ele dava o grip e arrancava das mãos das pessoas, e jogava as armas capturadas para trás da nossa linha. Estava rindo demais!

Eu lutei pelo time que ganha os 3 dias de evento consecutivamente por 10 anos, eles estavam acostumados. No primeiro dia, ganhamos de 3×0, cada round durando uns 20…25 minutos. No segundo, para a surpresa de todos no evento, perdemos de 3×0, nos 26 anos de evento, aquilo nunca havia acontecido, cada round passou dos 40 minutos, uma luta tensa, muito tensa, ninguém cedia, eu tive a sorte (e habilidade hahahahaha) de ficar vivo até o final em todos os rounds, tive a sorte de estar no centro de uma parede de escudo que perdeu os flancos e foi engolida pelos inimigos… tive a sorte de ser prensado contra os cantos da arena onde não podiamos recuar. Naquele dia voltamos derrotadas para as barracas… Para mim não importou, eu estava muito feliz! Havia sido melhor que o primeiro dia! Mas eu senti a tristeza no ar… as pessoas se sentiram verdadeiramente derrotadas. Mas Slawomir estava lá para levantar o ânimo do pessoal, havia mais um dia, e aquele dia seria nosso!

Enquanto me armava para o último dia, todos repetiam as mesmas palavras: tomem cuidado lá! Hoje a luta será mais feroz do que nunca, todos querem ganhar. O último dia de luta começou mal, fomos varridos da arena, nem deu tempo de entender nada. No entanto, com a cabeça erguida, retornamos as porradas, para uma virada de 2×1 no terceiro dia. Havíamos fechado em 5×4, o placar mais apertado na década! Meu escudo todo furado, cortado, amassado, quebrado. Eu todo roxo, amarelo e dolorido, parecia mais um misturado de smurf com simpson, cada movimento causava inúmeras dores, mas estava feliz!

Del Ink

Del Ink

Del Ink

Lutadores do grupo Svantevit, Fimbultyr e eu, de elmo, no lado esquerdo, de elmo

Vale salientar que, por mais incrível que a luta tenha sido, aquilo não foi quase que nada comparado ao resto… Fomos convidados para comer com os russos e com os nossos vizinhos de barraca poloneses, todos queriam falar conosco. E claro, não tinha como recusar! Não vou lembrar o nome do grupo deles, falha minha, mas posso garantir que não tem nada igual à sentar na mesa no meio das barracas dos russos bêbados vestidos de viking e tentar ter uma conversa fluída hahahahaha, aquela noite foi incrível…

Os nossos vizinhos poloneses preferiram almoçar na cidade, fomos comer pizza com eles, não foi tão divertido quanto os russos, mas tirei duas informações importantes de lá: o líder deles queria ser chamado de rei, achei cômico isso, mas vi que todos assim o faziam, um líder de um grupo pequeno se chamando de rei, enquanto rei oficial do evento tinha o ego lá embaixo; e uma frase de um novo integrante daquele grupo me marcou muito, na verdade, o que tento fazer de reenactment é guiado por essa frase… “todos aqui querem ser da elite, ninguém quer ser normal, é um acampamento de reis, rainhas, jarls e chefes de guerra, não um acampamento viking” esse foi o primeiro Wolin dele, levo essas palavras comigo até hoje.

 

Os meus dias não foram só luta e conversa… grande parte foi passeando por aquela feira histórica, olhando de barraca em barraca, tentando absorver conhecimento, ver o que o pessoal faz, como fazem, e claro, comprar o que o dinheiro permitiu. Cada pessoa me guiava por aquele mercado com um olhar diferente, cada um deles tinha uma pessoa diferente para me apresentar, um amigo para conhecer, algo para mostrar. O Davíd me apresentou o seu amigo Martynas Švedas, um coureiro da Estônia de qualidade sem igual, o papo rolou por horas, os dois mergulhando eu e o pessoal do Chile em conhecimento, em detalhes, em ideias, em reenactment. Outra artesã incrível que conheci foi a Katarzyna Aldis, uma costureira do Svantevit, ela é uma artesã do mais alto nível, e uma pessoa melhor ainda! Meu sonho é ter uma roupa confeccionada por ela.

Gente… seria antropologicamente incorreto eu dizer que naquele lugar senti o que os vikings sentiam em suas cidades, mas tenho certeza de que foi algo muito próxima… minhas caminhadas eram interrompidas para ver pessoas trançando cordas, fiando lã, tecendo lã, forjando lâminas, moldando argila, construindo barcos, tocando música, não houve um momento de tédio, sempre havia algo para fazer… inclusive sentar por longos minutos para ver um bando de 4 piazotes correndo um atrás do outro com seus escudos e espadas de madeira, todos rindo alto, tropeçando nas pessoas, vivendo… sendo criança.

 

O dia de desmontar acampamento foi o único dia mais triste do evento… aquilo havia acabado, em tão pouco tempo já estava tão acostumado que meu cérebro achou que viveria assim para o resto da vida… mas não… eu tinha um voo para pegar em Varsóvia, ajudei o Svantevit à desmontar acampamento e me fui à estação, e, para minha surpresa, as surpresas não haviam acabado: meu trem atrasou horas (o mal do trem polonês é esse), mas um cara vendo que estava perdido veio me ajudar… Racibor Mazovia, ele era pai de um dos piazotes, a felicidade daquela criança era algo contagiante! Minha comunicação pecou com ele, pois falar com criança animada se provou ser um desafio linguístico muito grande. Racibor me levou até o trem certo, mas ele havia reservado cadeira, eu não… então meu evento acabou com uma viagem de 7 horas de trem dormindo no chão de um corredor com 1 metro de largura, todo mundo estava dormindo no chão, e quando alguém queria passar, chutava de leve o pé do primeiro, e os outros iam levantando. Foi horrível de dormir, mas também é uma história que vai ficar!

 

Então gente… é isso… hoje quis trazer um post mais diferente, mas não menos importante, afinal, reenactment não é só pesquisa, é vivência. Eu não fazia nada antes do Wolin, mas o evento moldou o que para mim é reenactment, e a experiência que obtive lá, molda a minha tentativa de entrar nesse mundo, molda, ainda hoje, o que faço. Ainda converso com uma parte do pessoal que conheci lá, peço dicas, informações, e opiniões. E esse ano estarei lá denovo!

 

Espero que tenham gostado e aproveitado, e se leram até essa linha, obrigado.

Galeria:

Nessa parte vai ter fotos pessoais minhas, que eu tirei da minha máquina, e outras (as melhores e com marca da água) são feitas pelo Del-Ink Fotografie, o cara é sensacional, e tem muito mais fotos na página do Facebook dele (https://www.facebook.com/213142012112910/photos/?tab=album&album_id=1500054840088281). Então se não tiver marca de água, é minha, se tiver, é dele.

 

Del-Ink

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Del Ink

Del Ink

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Tambor gigante, usado durante as batalhas, quatro pessoas são necessárias para tocá-lo

Gabriel Vezzani
gabrielvezzani@gmail.com
  • Luiz Felipe Westim

    Cara escorreu algumas lágrimas aqui,senti que você SE SENTIU VIVO E ESTAVA VIVENDO aqueles momentos.Aliás esse evento que vc citou é o de Hastings que ocorre a cada 10 anos.

    • Gabriel Vezzani

      Aqui tbm ahhahahahahah!

      Opa! Valeu pela info!

  • Luh Azevedo

    Mal posso esperar por agosto! Deu até gastrite!

    • Gabriel Vezzani

      Se eu tivesse gastrite tbm ai atacar kkkkkkkkkkk

    • Yara Roussille

      Vc vai pra lá Luh?

      • Luh Azevedo

        Vou sim, @yararoussille:disqus

        • Yara Roussille

          Que legal Luh É um sonho que vc vai realizar 😊

  • Yara Roussille

    Nossa Gabriel, eu praticamente fiz uma imersão durante a leitura. Imaginando tudo o que vc viu, passou, sentiu, presenciou, é praticamente sair fora de si e entrar num mundo à parte. Que show essa experiência e algum dia quem sabe eu tenha essa oportunidade de ir tb. Vontade com certeza não falta, mas as limitações no momento são um impecilho. Eu vou ver as fotos postadas no link que vc publicou.
    Fico na torcida de mais aventuras como essa, e a vontade de seguir vc, a Luh, o Lucas e os demais reenactors que estou conhecendo aos poucos só me dá a certeza de que nasci na época errada. rs

  • Branko Bilz MacMillan

    It was, indeed, an amazing story and experience.. But one in evolution, a story without an end.. Because everyday we are closest to have all of that in America; and also, still many trips to Europe to come together! 😉

  • Weronika

    Wolin é incrível mesmo, assim comi tantos.outros eventos menores que rolam por aqui durante o verao. Mas Wolin… ach Wolin… é de longe o melhor. Espero poder voltar lá novamente este ano 😉